8 de jan. de 2011

XIV FESTIVAL FOLCLORICO DE GUAJARÁ MIRIM – RONDÔNIA


O XIV Festival Folclórico de Guajará Mirim- Rondônia – "Duelo da Fronteira, reúniu os Bois-Bumbás Flor do Campo X Malhadinho,em um grande duelo.Fátima Paraguassú,Elizabeth Brito,Tetê Caetano foram as juradas, representando o Estado de Goiás por intermedio da AGEPEL( Agência Goiana Pedro Ludvico)Tudo aconteceu nos dias 8,9 e 10 de outubro de 2008.Dirigido pela folclorista dona Georgina o Flor do Campo apresentou no festival deste ano o tema "Nosso Ouro é Vermelho".Nas formas de onça, seringueiro e araras, o boi Malhadinho contou o tema: “Guaporé, Lenda,Mito e Arte"...
O bumba-meu-boi é uma manifestação folclórica que resume elementos culturais portugueses, africanos e indígenas. A origem do auto do bumba-meu-boi remonta ao Ciclo do Gado, no século XVIII


 Com duas espetaculares apresentações, o boi-bumbá Malhadinho venceu o XIV Festival Folclórico de Guajará-Mirim.
O azul e branco da Pérola do Mamoré conseguiu das juradas Tetê Caetano, Fátima Paraguassu e Elizabete Abreu 1.507 pontos contra apenas 1.420 pontos do Flor do Campo. 87 pontos de diferença.Com o tema “Guaporé - Mito, Cultura e Arte” o boi azul e branco proporcionou aos turistas que prestigiaram o Duelo da Fronteira, um espetáculo, que guardadas as devidas proporções, podemos comparar aos dos bois Garantido e Caprichoso de Parintins. As indumentárias das tribos e de todos os personagens do grupo de bumbá do bairro Santo Antônio estavam impecáveis, tanto no acabamento como na diversidade e combinação de cores. As alegorias confeccionadas pelo artesão Ernane Cabral, estavam exuberantes, chamavam atenção pela grandiosidade e pelo acabamento. Um dos grandes destaques do boi, foi a encenação do ritual “Dowári – O Caminho das Almas, que conta a lenda da tribo Ajurus cujos índios acreditam que cada vez que um índio morre, surge um monstro terrível que emerge das profundezas do rio Guaporé, que eles chamam de Erowé; um ser com forma de um grande camaleão albino que surge para roubar as almas dos parentes do índio morto. Então o místico Xamã, o espírito da luz, eterno guardião dos segredos do além, o mago da floresta, guiado pela luz e conduzido pela grande Ang-Ançu – A serpente Igara das povoação. O poderoso Pajé surge com sua lança e feitiçarias para vencer o espírito maligno chamado Erowé, que é vencido pelas mandingas e feitiçarias do grande pajé. É durante a encenação desse ritual que o pajé vivido pelo Cleiton Lopes faz a diferença. Ele (Cleiton) além de criar a coreografia e pesquisar a lenda e ainda montar o cenário, é um dos melhores dançarinos no estilo “pajé” que conhecemos na Amazônia. O surgimento do pajé, tanto na noite de sábado como na de domingo foi um verdadeiro super espetáculo, principalmente na noite de domingo quando surgiu em uma alegoria de mais de 10 metros de altura, trazido pelas garras de uma coruja.

 Com o tema “Guaporé - Mito, Cultura e Arte” o boi azul e branco proporcionou aos turistas que prestigiaram o Duelo da Fronteira, um espetáculo, que guardadas as devidas proporções, podemos comparar aos dos bois Garantido e Caprichoso de Parintins. As indumentárias das tribos e de todos os personagens do grupo de bumbá do bairro Santo Antônio estavam impecáveis, tanto no acabamento como na diversidade e combinação de cores. As alegorias confeccionadas pelo artesão Ernane Cabral, estavam exuberantes, chamavam atenção pela grandiosidade e pelo acabamento. Um dos grandes destaques do boi, foi a encenação do ritual “Dowári – O Caminho das Almas, que conta a lenda da tribo Ajurus cujos índios acreditam que cada vez que um índio morre, surge um monstro terrível que emerge das profundezas do rio Guaporé, que eles chamam de Erowé; um ser com forma de um grande camaleão albino que surge para roubar as almas dos parentes do índio morto. Então o místico Xamã, o espírito da luz, eterno guardião dos segredos do além, o mago da floresta, guiado pela luz e conduzido pela grande Ang-Ançu – A serpente Igara das povoação. O poderoso Pajé surge com sua lança e feitiçarias para vencer o espírito maligno chamado Erowé, que é vencido pelas mandingas e feitiçarias do grande pajé. É durante a encenação desse ritual que o pajé vivido pelo Cleiton Lopes faz a diferença. Ele (Cleiton) além de criar a coreografia e pesquisar a lenda e ainda montar o cenário, é um dos melhores dançarinos no estilo “pajé” que conhecemos na Amazônia. O surgimento do pajé, tanto na noite de sábado como na de domingo foi um verdadeiro super espetáculo, principalmente na noite de domingo quando surgiu em uma alegoria de mais de 10 metros de altura, trazido pelas garras de uma coruja.

 Já o Flor do Campo superou todos os obstáculos da noite de sexta-feira e fez uma exuberante apresentação na noite de Domingo. Porém, a performance do bumbá azul e branco nas duas noites superou a do Flor do Campo.




O Festival Folclórico de Guajará-Mirim toma uma nova dimensão a partir deste ano, por isso deve ser olhado com mais carinho pelas autoridades estaduais e municipais. O bumbodromo de Guajará-Mirim é uma necessidade que precisa ser atendida com a máxima urgência. O Duelo da Fronteira precisa de um espaço digno dos seus protagonistas.

Fonte: Sílvio Santos

4 de jan. de 2011

IV ENCONTRO DE MESTRES DO MUNDO - Regiâo do Cariri/CE


















Fátima Paraguassú, Mestre Arnaldo e Domá da Conceição - participaram do  IV Encontro Mestres do Mundo e III Seminário Nacional de Culturas Populares.Rodas de Mestres deram mostras da diversidade cultural

 Cordel, mamulengos, aboios, coco, pífanos,violino, rabeca, dança do boi, benditos, reisados, dança do bode, orquestra de enxadas, xotes e congado essas são algumas mostras da diversidade cultural do povo brasileiro expostas nas Rodas de Mestres

Cariri vive noites culturais épicas no IV Encontro Mestres do Mundo

No começo das apresentações, o Maracatu Leão Coroado, de Pernambuco, cantou loas e mostrou o  motivo de estar vivo há mais de cem anos

Diplomação Tesouros Vivos da Cultura 2008

Nove Mestres e duas Comunidades da Cultura do Ceará foram diplomados com o título de Tesouros vivos da Cultura do Ceará:
Mestre Francisco Marques do Nascimento, de Itarema, Luciano Carneiro Lima, do Crato,Luiz Manuel do Nascimento, de Itarema, Expedito Veloso de Carvalho, de Nova Olinda, Francisca Galdino de Oliveira, de Alto Santo, Maria do Carmo Menezes, de Paracuru, Raimundo de Brito e José Stênio Silva, de Juazeiro do Norte e c Reisado da Comunidade de São Joaquim e Reisado dos Irmãos Discípulos de Mestre Pedro.

III Seminários Nacional de Culturas Populares

Momento de aporte teórico e reflexão metodológica sobre os saberes e os fazeres dos Mestres, em seus variados campos de atuação








Temos ainda registrado em nossa mente a hospitalidade e carinho a nós dedicado. Somos agora um pouco mais ricos por carregarmos em nossos corações não só nossos Mestres, mas todos aqueles que nos foram apresentados no grande encontro. 

Esta interface criada entre a Diversidade Cultural do País por meio deste evento no Cariri reforça as diversas Manifestações Culturais e dá respaldo à resistência daqueles que tantas intempéries enfrentaram e enfrentam para manter viva nossa cultura, nosso jeito de ser e de viver. Uma região encravada no semi-árido nordestino que catalisa o desenvolvimento interiorano dos estados do Ceará, Pernambuco, Piauí, Paraíba. Forma um importante pólo comercial, onde o centro está localizado no triângulo: Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Foi neste triângulo que aconteceu de 02 a 06 de dezembro o IV Encontro de Mestres do Mundo. Mestres de cada canto do Brasil participaram suas vivências e experiências entre si. Um espetáculo inesquecível! Todo acúmulo de saber angariado ao longo de suas vidas; saberes que a escola não ensina. Foram momentos magníficos, onde tivemos a oportunidade de presenciar o que cada Estado deste imenso Brasil tem guardado no mais recôndito de seu ser. Relatos, prêmios, música e muita festa. As manhãs foram dedicadas às Rodas de Mestres, um diálogo entre os mestres (locais, regionais, nacionais) sobre suas tradições, percepções e vivências. Também foi realizado o Mestre Convida (terreirada), uma programação paralela na casa de três mestres da região. Lapinha da Mestra Tatai (Juazeiro do Norte); Reisado do Mestre Aldenir (Crato) e Ordem dos Penitentes do Sitio Cabeceiras de Barbalha do Mestre Joaquim Mulato (Barbalha), diplomados pelo Governo do Estado como Mestres da Cultura Popular do Ceará receberam convidados em suas casas, mostrando in loco seus costumes e tradições...No memorial Pe. Cícero, em Juazeiro do Norte, escolas fizeram as suas apresentações e homenagens, muitas delas ao filho ilustre do Assaré, Patativa. Em paralelo, no Crato Tênis Clube, no Crato, os Mestres tiveram encontros na Rodas de Mestres para trocas de suas experiências. Escolas públicas de 13 municípios do Cariri participaram ativamente do evento desenvolvendo projetos de educação patrimonial e de concursos de redação promovido pela Secretaria de Cultura do Estado em parceria com a Comissão Cearense de Folclore e Ministério da Cultura.  “Educação Patrimonial Mestres da Cultura” e Redação “A Importância do Saber e do Fazer dos Mestres da Cultura Tradicional” foram os temas concorridos. As Escola de Ensino Fundamental e Infantil Maria Isabel, da cidade de Assaré, com o projeto Patativa em Rede, e a Escola Ensino Fundamental Adauto Bezerra, de Juazeiro do Norte, com o projeto Fala Cordel, foram as vencedoras. Cada escola recebeu um kit com sete instrumentos musicais, sendo duas guitarras, dois contrabaixos, dois teclados e uma bateria completa. 


            O Ceará deu um passo adiante de outros Estados brasileiros na preservação e proteção do seu patrimônio imaterial. Através da Secretaria da Cultura (Secult), garantiu o registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular, contemplados com recurso financeiro, apoiando e preservando a memória cultural do nosso povo, transmitindo às gerações futuras o saber e a arte sobre os quais construímos a nossa história.

“Tesouro Vivo”, um reconhecimento simbólico de sua importância no contexto cultural do Estado, o artista tem seu nome inscrito no Registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular, livro próprio da Secretaria da Cultura, (Livro dos Mestres, específico, sob a guarda da Coordenação de Patrimônio Histórico Cultural (COPAHC). No livro referido estão inscritos os nomes dos 48 mestres diplomados os quais representam os Tesouros Vivos do Estado do Ceará.
Eu, Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú de Santa Cruz de Goiás; Arnaldo José de Souza; Lindomar da Conceição e Marco Augusto Rezende, ganhadores do Premio Culturas Populares Mestre Duda2007, da SID/MinC, fomos convidados a participar deste encontro.
Voltamos mais ricos por trazermos em nossas bagagens tantos ensinamentos. É preciso esta interface para conhecermos a nós mesmos e aos outros.
Foi sugerido no encontro, que aconteça o ANO do Brasil no Brasil, porque aconteceu o Ano do Brasil na França; em 2009 será o Ano da França no Brasil; Maestro e Mestre Francisco sugeriu o Ano do Brasil no Brasil .
--------------------------------------------------------------------------------------------------

3 de jan. de 2011

FESTRIBAL

 EM CONSTRUÇÃO

Encontro Folclórico do SESC

III Encontro Folclórico do SESC Faiçalville.
Santa Cruz participou do III Encontro Folclórico do SESC Faiçalville como uma das cidades parceiras do evento. Em um stand foi retratado seu histórico e sua Memória Cultural, além das apresentações da cavalhada e da contradança.  Agradecimentos ä Wanessa e equipe do SESC, promotores do evento.

1 de jan. de 2011

Manifesto pela lagoa de Santa Cruz de Goiás

Bom dia!

Por favor! Um minuto de sua atenção e um pouquinho de seu tempo em favor de uma grande causa.
Solicitamos sua assinatura para formação de uma corrente em prol da salvação de uma lagoa em Santa Cruz de Goiás.
Se puder colaborar, copie o manifesto abaixo , coloque seu nome e encaminhe ä Diocese de Ipameri proprietária do terreno onde encontra a lagoa contaminada, nos seguintes emails

com cópia para fatipar@hotmail.com

Peça a colaboração de seus contatos.
Desde já agradecemos,
A voce, votos de um 2011 repleto de realizações!

Fátima Paraguassú
(62)99464750     (62) 93302811   (64) 92083656



MANIFESTO



“Lagoa da Saudade” Lagoa, dá... Saudade!

Santa Cruz de Goiás

Considerando o apelo da comunidade santa-cruzense em protesto ao inaceitável quadro de nosso mais belo cartão postal;
Considerando que o efetivo e verdadeiro enfrentamento de proteção a Lagoa deve ser feito por políticas preventivas que passam por garantia de despoluição eficaz e por políticas de repressão qualificada com absoluto respeito ao meio ambiente;
Considerando que a lagoa é fonte natural: açude que serviu água aos mineradores na época da mineração em Goiás;
Considerando a grande beleza cênica que compõe o referido ecossistema, sendo por isso um ponto estratégico com imenso potencial de desenvolvimento de ecoturismo;

Considerando que a lagoa foi por um determinado tempo o ponto de encontro da comunidade santa – cruzense;
Considerando que a lagoa faz parte do imaginário popular por ter sido objeto de narrativas de nossos antepassados que lá andavam de bote, canoa, ou participavam de bailes na ilha. Todos relataram suas experiências, constituindo importantes referências históricas para Santa Cruz

Considerando que a Escola de Economia Doméstica sediada na lagoa, qualificou na década de setenta do século XX: artesanato, corte e costura, culinária, boas maneiras, etc. jovens da sociedade santa – cruzense ;
Considerando que a lagoa, hoje, não tem mais o mesmo brilho;
Considerando que se trata de proteção não só de um patrimônio, mas, também, da saúde pública
;
Considerando que já foi efetuada uma limpeza, porém, voltou os igarapés, isso porque a poluição continua. A função do igarapé é limpar a água poluída, mas, se faz necessário retirá-lo, pois impede a entrada do oxigênio, a entrada do sol... Fatalmente o declínio da lagoa;
Considerando a aquisição do referido bem pela Igreja, mesmo assim a água é da comunidade;
A entidade subscritora deste MANIFESTO em consonância com a comunidade é contra a perda simbólica de mais um bem patrimonial da região de Santa Cruz de Goiás;
Pelos motivos expostos acima, solicita:
Ao Reverendíssimo Bispo Dom Guilherme da Diocese de Ipameri que invista em iniciativas que promovam o desenvolvimento de Santa Cruz, retomando na lagoa os projetos ali desenvolvidos em décadas passadas, tanto na área de Economia Doméstica quanto em retiros espirituais;

Ao Poder Executivo responsável pelas nascentes das águas do município, que junto ao locador e locatário do espaço detecte de vez a origem da contaminação para que seja sanada a causa e não percam tempo combatendo o efeito;

Ao Poder Legislativo que tome ciência dos danos irreversíveis que essa contaminação poderá causar e que faça novamente um movimento em prol da recuperação definitiva da lagoa;


Ao Poder Judiciário que interceda para que a Diocese de Ipameri mediante o uso sustentável de nosso patrimônio natural, notadamente cuide de sua conservação, para que todos juntos, Poder Publico e Sociedade Civil possa inserir Santa Cruz de Goiás definitivamente em um modelo de desenvolvimento do século XXI, levando em conta as futuras gerações, para que usem de forma sustentável nosso patrimônio e aprendam a manter o respeito à natureza e às reais vocações da região.


Santa Cruz de Goiás, 01 de janeiro de 2011.
Associação dos Amigos de Santa Cruz e comunidade


Lagoa da Saudade, natural

Lagoa da Saudade, contaminada.














Seguidores do Blog

Total de visualizações de página