Planejamento Estratégico e Participativo

“O povo sabe o quer, mas, o povo também quer o que não sabe”. cantor e ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil

Depois de criada a Associação e firmada parceria com o SEBRAE, diagnosticamos o município e, por intermédio deste diagnostico, elaboramos  um Planejamento para melhor trabalharmos.

05 e 06 de março de 2010


  
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO DA CULTURA DE SANTA CRUZ DE GOIÁS EM SUAS DIMENSÕES SIMBÓLICA, ECONÔMICA E SOCIAL.

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA E DO TURISMO
  
LOCAL: Salão Paroquial
HORA: Das 8 äs 18 horas
PARCEIRO: SEBRAE

Planejamento Estratégico e Participativo da cultura de Santa Cruz, em suas dimensões simbólicas, econômicas e sociais.
Projeto realizado pela Associação dos Amigos de Santa Cruz em parceria com SEBRAE.

Diagnóstico do município de Santa Cruz para reflexão e elaboração do Planejamento Estratégico e Participativo


O descobrimento do ouro e a conseqüente ocupação do território goiano fizeram surgir durante o século XVIII vários arraiais. A fundação do arraial que mais tarde originaria o município de Santa Cruz aconteceu em 27 de agosto de 1729, (fundado simultaneamente com os arraiais da Barra e Meia Ponte), quando o bandeirante Manoel Dias da Silva, indo rumo às minas de Cuiabá (mineração pertencente também à Capitania de São Paulo), para descanso, alojou-se em um sitio, já em terra dos goyases. A comitiva de Manoel Dias estava cansada. Mesmo descansando continuaram a busca pelo ouro naquele sitio. Encontraram muito, mas muito ouro. A posse dessa área foi simbolizada por uma Cruz, com a inscrição Viva el-Rei de Portugal, justificando a denominação recebida: SANTA CRUZ. A partir daí, formaram-se junto à cruz, as primeiras habitações, assinalando-se, com a construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição.


Povoamento em Goiás

Segundo Palacín, o povoamento em Goiás aconteceu de forma muito irregular. Como a motivação era exclusivamente financeira com a exploração do ouro, onde encontravam um veio aurífero dava-se início a um povoado, mas quando o ouro acabava os arraiais se definhavam até o esvaziamento total. Houve uma época, segundo historiadores que Santa Cruz, com apenas duas ruas, vivia da cata de ouro que alguns encontravam pelas ruas, córregos, rios; o ouro encontrado era o que alimentava os últimos cabarés da Vila.


Ano 1748


Em 1748, o Rei de Portugal criou as Províncias de Goiás, Minas Gerais e Cuiabá (hoje Mato Grosso), todas desmembradas da antiga Capitania de São Paulo, a qual também passou a ser uma Província.

Ano 1759 -1809


Santa Cruz tornou-se Paróquia em 21 de setembro de1759 e Julgado em 1809. Quando criado o Julgado, Santa Cruz tinha uma área imensa. Limitava-se com a Comarca de Paracatu, Província de Minas Gerais e Província de São Paulo.

Ano 1819


15 e 16 de agosto de 1819, primeira apresentação das cavalhadas

Ano 1833
Em 1º de abril de 1833, o arraial elevou-se à categoria de vila, sendo instalado somente em oito de dezembro do mesmo ano.

Nesta época Goiás se dividiu em quatro Comarcas: Santa Cruz, Cavalcanti, Goiás e Palmas. Por um determinado tempo, dominou todo Sudoeste e parte do Sul de Goiás. Com o passar do tempo os povoados que pertenciam à Santa Cruz, se desenvolveram a tal ponto tornando-se independentes: Campo Formoso (Orizona), Vila Bela de Morrinhos, Santa Rita do Paranaíba (Itumbiara), Caldas Novas, Pouso Alto (Piracanjuba), Catalão, Bonfim (Silvânia). Pelo desmembramento e principalmente por questões políticas, sua influência caiu.

Ano 1914
Vieram os trilhos da estrada de ferro para o Centro-oeste. Alegando chegada de epidemias, e principalmente atendendo a interesses próprios, os administradores da época não concretizaram a passagem dos trilhos por Santa Cruz.

Ano 1934
Santa Cruz perdeu sua sede para Pires do Rio.Removeram todo arquivo histórico em caminhões inadequados, destruindo os documentos da época. Anos depois seu nome mudou, passou a chamar-se Corumbalina.

Ano 1947
A condição de município foi retomada voltando a ser novamente Santa Cruz de Goiás.

Ano 1975 a 1985

De 1975 a 1985 Foi executado o levantamento cadastral topográfico (Projeto Anhanguera) das habitações do século XVIII, cuja temática de construção em adobe, com muros e fundações em pedras, conserva ate o momento suas características originais em geral. Foram escavados e prospectados 33 Sítios em Goiás. Na Cidade de Santa Cruz de Goiás encontrou-se evidencias de vestígios históricos que contribuiu e contribuem ás interpretações históricas e recuperação de informações sobre culturas, sociedade e tecnologia do período colonial. Alem do Sitio Cidade de Santa Cruz ; há ainda no Município outros Sítios Históricos, tais como Matinha do Buriti, Buriti Paineira,Usina Viriato Vargas, Limoeiro, Lage.

Destaca-se, na história de Santa Cruz, ter sido por algum tempo (não há registros de datas) sede (Capital) da Província de Goiás

Anos 2000 - 2006

Inicio do trabalho de pesquisas, identificação e registro da Cultura Popular do município de Santa Cruz de Goiás;
Registro das expressões populares em livro( pequeno vocabulário);
Constituição e posse da Comissão Municipal de Folclore - UNESCO;
Inicio do Mapeamento do Patrimônio Imaterial de Santa Cruz de Goiás.

Anos 2007- 2009

Inicio de Registro da Memória Cultural de Santa Cruz de Goiás , em textos, fotos, vídeos e partituras;
Constituição da Associação Santacruzana de Artesanato;
Lançamento do Vocabulário de Palavras e Expressões de Santa Cruz de Goiás.
Criação do site www.santacruzdegoias.net para divulgação de nossa cultura;
Constituição da ADASANC -Associação dos Amigos de Santa para fruição e fomento da nossa cultura.

Ano 2009-2010.

Inicio do Inventário Cultural, ADASANC/AGEPEL;
Realização da primeira Conferência Municipal de Cultura/Poder Público/Sociedade Civil;
Inicio da recuperação de nossa massa documental, ADASANC/Prefeitura/Arquivo Histórico Estadual/AGEPEL;
Realização de cursos de Educação Patrimonial nas escolas/ IPHAN;
Parceria ADASANC/ SEBRAE para Reflexão,Diagnóstico Participativo e Planejamento Estratégico;

Reflexão

O momento histórico que nos cabe viver traz a constante inquietação sobre os caminhos que tomaremos como indivíduos e como sociedade. Vivemos um momento de incertezas e, acima de tudo, um momento de riscos. O risco dos desastres naturais cada vez mais freqüentes, de armas nucleares, químicas e biológicas, do aquecimento global, da crise energética, da crise da água, enfim, uma crise social, natural e planetária. O enfraquecimento da identidade local e a composição desta individualidade uniforme, moldada por uma cultura global, implica na adoção de padrões de vida e consumo vinculados a países altamente industrializados, e motiva o indivíduo a se distanciar de valores solidários e do compromisso ético implicitamente formado frente aqueles com quem divide seu habitat. Forma-se, assim, um indivíduo descompromissado com o outro e atrelado a valores individualistas, que o impelem a busca pela satisfação ilimitada de seus desejos, ou seja, forma-se um indivíduo desvinculado ao compromisso frente a seu semelhante e disposto a consumir, a qualquer preço e em qualquer quantidade, para satisfazer seus desejos egoístas.
Apesar da massificação da mídia, do imediatismo, ainda conseguimos manter nosso jeito de viver, ainda conseguimos realizar com esmero nossas festas tradicionais. Há dificuldades financeira, humana... Mesmo assim mantemos vivas as manifestações culturais que abrilhantam o município desde o século XIX.
. Todo povoado fundado por mineradores teve seus momentos de glória. Com a decadência da mineração, todos se estagnaram; alguns sobressaíram e hoje se mantem. Mesmo com tantos problemas enfrentados ao longo dos anos, Santa Cruz vem resistindo e, ainda continua no cenário histórico do Estado.
• Há dificuldade de manutenção de trabalhos continuados nas diversas áreas culturais, ou continuidade de casas comerciais;
• Há dificuldades na comercialização dos produtos manufaturados;
• O desemprego, a falta de escolas de nível superior ou cursos profissionalizantes, acarretam o êxodo de jovens e/ou famílias, esvaziando cada dia mais o município;
• Faltam programas de capacitação técnica nas áreas culturais, de gestores culturais, empreendedores, produtores;
• Falta o espírito de associativismo e cooperativismo dos grupos e artistas;
• Falta conscientização e esclarecimento da importância dos artistas se verem como “classe de trabalhadores”;
• Falta organização contínua na formulação de um planejamento de desenvolvimento das atividades culturais;
• Falta estrutura para receber o turista/visitante;
• Falta organização do potencial turístico/cultural;
• Falta no mercado, locais onde o visitante possa degustar iguarias típicas do município;
Diante do que foi exposto refletiremos:


1 - Qual é para nós a DIMENSÃO SIMBÓLICA da cultura?


2 - Qual é para nós a DIMENSAO SOCIAL da cultura?

3 - Qual é para nós a DIMENSAO ECONOMICA da cultura?

4 - Qual o papel político, social, econômico que a cultura cumpre em nossa sociedade?

5 - O que esta incorporada em nosso imaginário?


Depois desta reflexão, elaboramos o PEP- Planejamento Estratégico e Partcipativo( para conhecer o PEP - participe do GGC e das reuniões mensais)

Agradecimentos


Décio Coutinho/Gestor de cultura do SEBRAE;
Alesandra e Elmer Consultores do SEBRAE;
Secretaria Municipal de Educação/Santa Cruz de Goiás por nos ceder um data show.
Secretaria Municipal de Assistência Social/Santa Cruz de Goiás pelas xerox e ajuda na divulgaçao;
Câmara Municipal/Santa Cruz de Goiás, por nos ceder o lanche;
Paróquia Imaculada Conceição/Santa Cruz de Goiás, por nos ceder o Salão Paroquial para reunião;


 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO. 


Depois de apresentado o Diagnóstico e Reflexão, elaboramos o Planejamento Estratégico e Participativo.

PARA CONHECER O PLANEJAMENTO ENTRE EM CONTATO COM O GGC - GRUPO GETOR DE CULTURA ,SE INSCREVA NO GRUPO grupogestordecultura@groups.live.com
 OU  ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE SANTA CRUZ contato@santacruzdegoias.net





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